25.11.09

Dia Internacional de Eliminação da Violência contra as Mulheres



9.11.09

E muito mais muros há para derrubar!


O Muro de Berlim caiu há 20 anos!

Ver registo fotográfico aqui.

27.9.09

Hoje, às urnas!

Este blog anda ao abandono, mas não andam@s alhead@s do resto. Hoje é dia do voto sair à rua!

20.6.09

7.6.09

Eleições Europeias




Não esquecer que hoje o dia deve passar pela urna de voto. Para compor as cadeiras do Parlamento Europeu. Afinal é das poucas oportunidades institucionais que nos chamam para opinar sobre Bruxelas.

31.5.09

"No Marriage for Straight People" - ai , se a moda pega!

Dois pastores da Califórnia, em protesto pela Prop. 8, anunciaram que não vão realizar mais nenhum casamento nas suas igrejas. Portanto, não haverá casamentos heterossexuais enquanto a lei Californiana proibir a união entre pessoas do mesmo sexo. E porquê? Por uma questão de amor!

Diz um dos reverendos: 
"It is my personal and painful decision to no longer perform weddings in the State of California until discrimination against same-sex couples is ended. This decision does not come without sacrifice, but it is necessary for the ministry to have any integrity, I must stand in solidarity with men, women and families who suffer and are unjustly hurt because of discrimination now protected by Proposition 8.

Our State Constitution is a document that protects the rights of all citizens and increases the civil liberties of the people of California. This week, the stain of shame marred our State Constitution and the California Supreme Court failed to protect a vulnerable minority from the tyranny of the majority. I will not conduct another wedding in California until this wrong has been corrected.

It is love that has been put on trial. It is love that suffers the fate of injustice. It is love that stands in the glare of malicious assault. In sacred covenant, loving couples share their love openly as a reminder of God’s love for us. Those whom God has joined together let no one separate. Not even the California Supreme Court or the vote of the majority who dare to rein tyranny on a minority.
"*

Ler toda a história aqui

* tradução livre para Português:
"Com pena decido que não realizarei mais casamentos no Estado da Califórnia, enquanto existir discriminação de casais do mesmo sexo. Esta decisão não foi tomada de ânimo leve, mas é necessário um pastor ser íntegro, logo tenho que ser solidário com os homens, e com as mulheres e suas famílias que sofrem e foram injustamente afectadas com a discriminação advogada na Proposição 8. 
A nossa Constituição Estatal é um documento que protege os direitos de todos/as cidadãos/ãs e que alarga as liberdades civis do povo da Califórnia. Não realizarei mais nenhum casamento na Califórnia, enquanto esta injustiça não for corrigida. 
Foi o amor que foi posto em causa. É o amor que sofre com o desígnio da injustiça. É o amor que prevalece na mirada deste assalto malicioso. Numa união sagrada, os amantes partilham o seu amor para lembrar como Deus nos ama a todos/as. Aqueles/as que foram juntados por Deus, não são separados. Nem pelo Tribunal Supremo da California, nem pelo voto da maioria que se atreveu a reinar a tirania sobre a minoria". 

É hoje a apresentação pública do MPI - MOVIMENTO PELA IGUALDADE no acesso ao casamento civil, às 16 horas, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

"A igualdade no acesso ao casamento civil é uma questão de justiça que merece o apoio de todas as pessoas que se opõem à homofobia e à discriminação. Partindo da sociedade civil, a luta pelo acesso ao casamento para casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal conta neste momento com um crescente apoio político e social. Nós, cidadãos e cidadãs que acreditamos na igualdade de direitos, de dignidade e reconhecimento para todas e todos nós, para as/os nossas/os familiares, amigas/os, e colegas, juntamos as nossas vozes para manifestarmos o nosso apoio à igualdade". (continuar a ler o resto do manifesto aqui)

Subscrever este texto e esta causa aqui.

19.5.09

Professora de Espinho suspensa por alegada conversa de teor sexual na sala de aula

Ler aqui, ouvir aqui.

Não sabemos em que condições foi feita esta gravação, e claramente foi manipulada e cortada, como bem entenderam. Também não se sabe exactamente em que contexto foi efectuada, mas podemos tirar alguma ilações. 

Uma, é como a educação sexual não deve ser e não pode ser. Não tem que ser opinativa, deve ser esclarecedora e não à mercê das opiniões e do juízo de valores de quem a dá. Neste caso, não se está sequer a falar de uma aula de educação sexual, mas de uma professora que aborda (?) (ou cusca?) a sexualidade com @s se@s alun@s. Não condeno que @s professor@s o façam, sobretudo, quando a educação sexual nas escolas continua e é ainda uma miragem, portanto, encontrar um@ professor@s dispost@ a abordar o tema pode ser, muitas vezes, a única forma de @s alun@s poderem falar abertamente do tema. Mas é lamentável o que se ouve nesta gravação-  ainda com todas reticências que aponto no início deste post - o juízo valorativo, o tom de ameaça, de contar aos pais, o tom do "olha que eu sei o que tu fizeste!".

As escolas mais que um espaço onde @s professor@s depositam conteúdo têm que ser um espaço real de aprendizagem e se possível, de pensamento crítico. @s alun@s não têm que ser tratados como tábuas rasas, como anormais, como cabeças ocas à espera de serem preenchidas pela supra suma autoridade d@ professor@. Um/a bom/a professor@ é aquele que respeita @s alun@s e também aprende com @s se@s alun@s. 

A segunda parte desta gravação, mostra uma professora irada e a fazer pouco das habilitações literárias da mãe de uma aluna. De novo, a tal ideia do sistema bancário do ensino, que @ professor@ é o supra sumo da sabedoria, @ únic@ capaz de "salvar" as alminhas que não têm educação em casa. 

Não estou a dizer que isto é demonstrativo de como são as escolas portuguesas. Sempre achei que o tipo de educação autoritária e bancária até pode ter exactamente o significado inverso do desejado, tanto pode criar rejeição e abandono, como um grande inconformismo e o tal pensamento crítico que reivindica que a escola tem que ser mais do que despejar matéria. Obviamente, que não é o ideal. Mas este tipo de gravações à sucapa, como o incidente do telemóvel no ano passado, não contribui para uma imagem séria das escolas enquanto instituições. Pior, fomenta demagogias populistas no discurso público, o que quer dizer, que cria mais uma série de treinadores de bancada sobre as escolas portuguesas e @s seus professor@s (basta aliás, ler os comentários no Público...). A condenar de imediato sem saber patavina do lá se passa. Mas, inevitavelmente, também nos faz questionar que raio de Escola é esta, que suspende uma professora  a partir de "prova irrefutável" da gravação. A professora é suspensa, and then what? Passará a haver de facto alguém que dê educação sexual? Passará haver mais abertura e menos cegueira sócio-cultural (para não dizer também a de género, a inter e multicultural, etc.)? Haverá efectivamente uma reflexão sobre este tipo de incidentes?  

15.5.09

"Here comes the war criminal, Donald Rumsfeld"


Donald Rumsfeld é carinhosamente saudado na entrada de uma cerimónia de angariação de fundos no Hilton..

Code Pink é um grupo feminista norte-americano empenhado em terminar com a guerra e com acções de rua bastante originais.

25.4.09

A mulher antes de Abril, a mulher com Abril

Para que não nos esqueçamos que celebrar Abril faz sempre sentido!

10.4.09

Ai o decoro, o decoro, minhas senhoras!

"Funcionárias da Loja do Cidadão de Faro proibidas de usar saias curtas e decotes

As funcionárias da Loja do Cidadão de Faro, inaugurada a 3 de Abril, foram proibidas de usar saias curtas, decotes, saltos altos, roupa interior escura, gangas e perfumes agressivos. As instruções foram dadas numa acção de formação antes da abertura da loja, denunciou uma funcionária.
Segundo conta hoje o “Correio da Manhã”, as instruções foram apresentadas durante uma acção de formação promovida pela Agência de Modernização Administrativa.
“Esta acção incide sobre várias matérias e, em particular, sobre o que deve constituir um atendimento de qualidade, que ajuda ou prejudica o relacionamento com os cidadãos”, justificou Maria Pulquéria Lúcio, vogal do Conselho Directivo da agência, ao jornal.
Os “aspectos de postura pessoal foram abordados como importantes para uma imagem cuidada” das funcionárias, acrescentou.
Pulquéria Lúcio confirmou a proibição do uso de decotes exagerados, perfumes agressivos e gangas, mas negou a referência a saltos altos e a roupa interior escura." in Público

4.4.09

Michelle Obama e Carla Bruni

"O sonho de qualquer fotógrafo
Encontrar duas mulheres bonitas juntas na mesma fotografia é bom. Quando são mulheres de dois dos mais poderosos homens do mundo, é perfeito
. Fotografia: Eric Gaillard/Reuters", do Público on-line de hoje.

Mais um exemplo de jornalismo crítico construtivo... E o sonho de qualquer leitor@ é ficar feliz com uma informação tão idílica. Idílica e fofinha... 

10.3.09

Petição

Divulgamos, e subscrevemos, a seguinte petição:

APOIO POLÍTICO A FEMINISTAS E AO CISAM, NO CASO DA MENINA DE 9 ANOS DE ALAGOINHA (PE), SUBMETIDA A UM ABORTO LEGAL EM CONSEQÜÊNCIA DE VIOLÊNCIA SEXUAL E RISCO DE VIDA

Reconhecemos e aplaudimos a solidariedade, compromisso e eficiência que determinou o aborto legal realizado pela equipe de atenção à saúde do CISAM - Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, e em especial aos médicos Prof. Olimpio Moraes e Dr. Sérgio Cabral. Esta instituição mostrou seu compromisso com a saúde, com a vida, com a cidadania e direitos humanos da população que por ela é atendida.

A crítica contundente de setores conservadores religiosos a um trabalho tecnicamente competente e em consonância com as leis nacionais e normativas internacionais reflete uma vez mais seu arcaísmo e desumanidade.

O mundo acompanha atentamente a história desta menina pernambucana de 9 anos de idade, e seguramente apoiará a perspectiva daquelas/daqueles que defendem os direitos reprodutivos como direitos humanos.

Entre no site da
ccr e assine.
Por favor, disseminem rapidamente, para obedecermos ao timing político
necessário e conseguirmos impacto rapidamente.

A propósito disto.

28.2.09

"Burning down the House"

Recebemos um comentário anónimo que nos chamava "putas meretrizes de Santanás", e mais umas coisas.
É verdade, não aprovei o comentário. Melhor, faço dele um post. Normalmente - e acreditem que entre nós a moderação de comentários não é uma posição unânime - reprovo sem dor, e estou-me nas tintas. Mas aproveito para partilhar que acho engraçado que d@s neonazis às anti-escolha, agora somos inimig@s mortais do beatismo. Por mim, continuem, aqui esta Barriguita até andou na catequese, até andou nos escuteiros católicos e sabe bem o que critica. Portanto, continuem, se gostam de perder tempo. Mas o quê, o nosso blog agora é assunto na missa? Vem na revista Além-mar? O amor a Deus continua assim tão desinteressante? Percebo, ter uma relação com um tipo que nunca aparece e anda por todo o lado, é algo exasperante...

Ah, e "ateias desavergonhadas" não me soa propriamente um insulto, agora o resto da verborreia utilizada, se est@ autor@ é realmente temente a Deus, o seu caso parece-me bicudo. Melhor, acho mesmo que nos vai fazer companhia do outro lado.

25.2.09

11.2.09

Para as histéricas Laurindinhas Pegad(as)...

Mulheres que fazem IVG têm poucos problemas médicos ou psicológicos

Profissionais de saúde traçam panorama positivo dos serviços que fazem interrupções de gravidez

As mulheres que decidem interromper voluntariamente a gravidez têm acesso fácil às consultas e, após o aborto, é pouco frequente recorrerem aos serviços de saúde com problemas médicos ou psicológicos, indicam os resultados preliminares de um inquérito feito a profissionais de saúde pela Associação para o Planeamento da Família (APF). O estudo, que hoje vai ser apresentado em Lisboa no seminário Boas Práticas em IVG, assinalando os dois anos do referendo do aborto, permite ainda perceber que as mulheres aparecem sozinhas nas consultas na maior parte dos casos e que não é frequente colocarem muitas dúvidas.

Mas o panorama traçado pelos profissionais de saúde inquiridos também inclui problemas: a falta de técnicos de saúde não objectores de consciência e a falta de profissionais de apoio administrativo e de enfermagem é apontada como uma das principais dificuldades com que os serviços se deparam, até porque a procura está a ser superior ao que tinham previsto. Ao inquérito - que foi enviado para as 38 unidades de saúde públicas e as três clínicas privadas reconhecidas para a prática de IVG - responderam 70 pessoas (médicos, enfermeiros, psicólogos, auxiliares e administrativos).
Outro dos problemas identificados prende-se com a dificuldade em facultar à mulher a escolha do método nos serviços públicos, dada a falta de recursos disponíveis para a opção pelo aborto cirúrgico (os hospitais públicos fazem sobretudo IVG medicamentosa, um método que os inquiridos consideram mais vantajoso, apesar de as mulheres o considerarem doloroso, em contraponto ao cirúrgico). Alguns dos inquiridos mostram-se ainda preocupados com os casos de recidivas de aborto e defendem que as mulheres deveriam pagar taxas moderadoras.
Num outro estudo que hoje também vai ser apresentado pela APF - A IVG vista pelas mulheres - é feita uma análise das histórias recolhidas na linha de atendimento Opções (707200249 - das 12h às 20h, dias úteis), avaliando as expectativas, sentimentos e medos que as mulheres expressam, bem como as queixas que apresentam. O maior receio tem actualmente a ver com a confidencialidade; após o referendo e a descriminalização da IVG por opção da mulher até às dez semanas diminuiu a resistência em abordar os médicos e os receios em relação às reacções familiares. Percebe-se também que nem sempre as mulheres são acolhidas e encaminhadas da melhor forma.
Ontem, a Federação Portuguesa pela Vida (FPV) reclamou "a possibilidade real de as mulheres que vão abortar serem informadas", um direito que dizem não estar a ser assegurado. António Pinheiro Torres, secretário-geral da FPV, pede que lhes sejam mostradas as ecografias. A FPV alertou para o crescimento em 38 por cento do número "de abortos a pedido": foram cerca de seis mil no primeiro semestre de 2007 - valor que a federação extrapolou para um ano (12 mil) -, tendo havido 16.839 no ano passado. Isilda Pegado, presidente da FPV, diz que as mulheres não estão a ser encaminhadas para instituições de apoio à vida que, apesar disso, têm aumentado: são 32, oito nasceram após o referendo.
38 por cento foi o crescimento dos abortos a pedido, segundo os cálculos da Federação pela Vida.
in "Público", 11/02/2009.

E para nós, para nos lembrarmos que o direito aborto tem que ser sempre vigiado e acompanhado. E há sempre muito a fazer!

Hoje faz dois anos que o direito à IVG é legal em Portugal, até às 10 semanas. Hoje faz dois anos que as mulheres deixaram de ser criminalizadas. Dois anos de menos aborto clandestino. Dois anos de menos insegurança, de medo e de perseguição. Dois anos de mais democracia.