18.7.08

90 anos

Nelson Madela faz hoje 90 anos. Parabéns!
Mais, aqui.

12.7.08

Se o feminismo não se sabe rir, estam@s bem tramad@s



Carregar aqui, para ouvir dois pontos de vista diferentes ainda sobre a polémica Maria Teresa Horta & Inimigo Público.





Assumo a minha total ignorância de como se "posta" audio no blog, linko este post, do blog que já causou tempestades nos comentários deste nosso cantinho. Discordo com a Manuela Tavares. Não foi ordinarice, foi humor. E ainda mais me enerva o argumento que sendo uma pioneira então é tabú, ainda menos se pode brincar.

9.7.08

Que mais querem elas?

"O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, considerou hoje que a Igreja católica não irá nomear em breve sacerdotes do sexo feminino até porque 'não existe uma vontade nesse sentido' por parte dos crentes.", noticiava hoje o Público.

Mais adiante podemos ler ainda:
"'A mulher tem na Igreja um papel fundamental' e possui mesmo uma 'visibilidade muito grande' depois do Concílio Vaticano II, podendo assumir todos os cargos desempenhados por leigos, inclusive ministras da comunhão. Cabe a estas pessoas a distribuição da comunhão a doentes e aos restantes fiéis mas também celebrar cerimónias litúrgicas na ausência dos sacerdotes em que só não é feita a consagração."
É suposto agradecer a bondade de ocupar o lugar de eterna segunda?

Há mais:
"D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar do Patriarcado e presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, considerou que a Igreja reconhece uma 'igualdade evangélica' entre a mulher e o homem mas é, no entanto, 'diferente o modo como cada um ou cada uma realiza a sua missão'."
Será que pode enunciar alguns argumentos que sustentem de forma convincente um tratamento diferencial baseado exclusivamente no sexo d@ crente, constituindo assim um excelente exemplo de discriminação directa, sr. bispo? Atrever-se-à a sugerir que a fé/vocação das mulheres é menor do que a dos homens? Ou irá repescar o velho argumento da impureza feminina?

Que mais querem elas? perguntam os patriarcas da Igreja Católica.
E que tal: serem tratadas como seres humanos, dotadas de direitos iguais? Nem mais, nem menos!

Miss Piggy

6.7.08

O género das palavras

"Só os ignorantes é que me chamam presidente. A palavra não existia porque não havia a função, agora que existe a função há a palavra que denomina a função. As línguas estão aí para mostrar a realidade e não para a esconder de acordo com a ideologia dominante, como aconteceu até agora. Presidenta, porque sou mulher e sou presidenta."
-Pilar del Río, hoje no "DN"

3.7.08

Meu blasé

Por aqui até já tínhamos lido a tua crónica, que me recuso a linkar, que claramente foi escrita numa atitude provocatória, do género, ai o que é hoje arranjo para fazer, que raio escrevo esta semana no "Expresso", ora deixa cá ver, vou-me meter com aquelas gajas que ainda falam de feminismo, até vão fazer um Congresso, essas gajas que não me compreendem, mas que dão-me sempre tempo de atena, se as espicaçar. 

Mas a Alice Brito tem resposta para ti. Enjoy. Enquanto por aqui consideramos se te fazemos uma provocaçãozinha do mesmo tipo que fizémos com Zita Seabra, ainda que isso é dar importância a um tipo blasé, (e vê lá, que a minha mãe sempre me ensinou que com determinados homens não vale a pena perder tempo), até porque estamos demasiado ocupadas na nossa jornada tripla de mães, dona-de-casas e trabalhadoras e com o nosso acesso ao poder. 

Libertada!

Ingrid Betancourt foi finalmente libertada das FARC, ao fim de 6 anos. Mulheres que falam de mais incomodam sempre. Perfil aqui, ler e ver mais aqui.

Não sou suficientemente retrógrada, sou apenas bastante homofóbica

"Eu não sou suficientemente retrógrada para ser contra as ligações homossexuais, aceito-as, são opções de cada um, é um problema de liberdade individual sobre o qual não me pronuncio. Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente"

"Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, de regalias e até de medidas fiscais no sentido de promover a família como algo que tem por objectivo a procriação. É uma realidade. Chame-lhe o que quiser, não chame é o mesmo nome. Uma coisa é casamento, outra coisa é qualquer outra coisa"

- Manuela Ferreira Leite na entrevista que deu à TVI, nesta terça-feira, dia 1.

Saberá Manuela Ferreira Leite no que toca às Uniões de Facto, já também consagrada para pessoas do mesmo sexo, cada parceir@ tem o mesmo estatuto fiscal? E que daí pode ou não resultar a procriação? Tal como os casamentos. E como quer o PSD ser um partido do futuro se dá 100 passos atrás, quando votou favoravelmente à revisão do artigo 13º da Constituição, do Princípio da Igualdade, ou seja, quando foi introduzido a não discriminação com base na orientação sexual, em 2004? E ainda acha que a função do  casamento é a procriação? (Oh que vislumbro uma Isilda Pegado, medo, medo, medo, é contagioso...)

Foi por estas e por outras (passadas e futuras), que há umas postas atrás, neste mesmo blog, houve apupos e polémica, sobre a sua eleição. Como já aqui se tinha dito, Manuela Ferreira Leite representa o pior - e o retrógrado - que há no seu partido.

Reacções e mais notícias aqui.

2.7.08

Videos Congresso Feminista

Divulgamos os videos que temos encontrado do Congresso Feminista. À medida que surjam mais, actualizaremos, e se souberem de outros, avisem na caixa de comentários. 


Sessão de Abertura



Apanhado geral dos três dias de Congresso

Invejas

La igualdad no es una utopía!

Por esta altura, Miss Piggy e Taxista Feminista rumam até Madrid, deixando este blog entregue a quem fica. Com uma enorme inveja, diga-se. Esperemos que haja reportagens em breve, em breve, em breve. 

30.6.08

"Os Feminismos e os Desafios para o Nosso Século"

Sentadinha numa das filas de cadeiras do auditório da Gulbenkian, assisti à mesa redonda "Os Feminismos e os Desafios para o Nosso Século" no Congresso Feminista, na passada sexta-feira. Antes de passar a saber (?) que desafios estão predestinados para os feminismos, tivémos que assistir a quatro excertos musicais compostos por Clara Schumann, pelos vistos, a mulher oprimida de Schumann, e durante uma eternidade lá fiquei a assistir a este trio de violino, violoncelo e piano. Um excerto ainda se suportava, mas alguém ao meu lado, me segredou que eram três. E chega-se ao terceiro, e surpresa das surpresas, afinal eram quatro. Alegria, alegria, alegria. E assim se passou meia hora, trinta e cinco minutos dos tais desafios do século XXI. Por momentos, ainda achei que em algum momento, pelo palco a dentro, aquele momento espiritual seria interrompido por algumas feministas irreverentes, do século XXI. Mas não. Em Schumaan se começou, e por ali se ficou.

As luzes acedem-se e um vasto leque de feministas sobem ao palco, espalhando-se pelas respectivas poltronas. Eram elas, afinal, que nos iriam conduzir até aos desafios do feminismos do século XXI. Não vou aqui falar de cada uma delas, penso que o painel tentou ser composto por feministas de todos os campos, de todas as áreas, e até houve algumas boas intervenções - ainda que tenha falhado, redondamente, como alguém lhes apontou na plateia, pela homogeneização etária. Portanto, é muito curioso ouvir discursos empertigados sobre a 3ª e a 4ª geração de feministas (o prémio da pior intervenção de sempre, pelo seu pretensiosismo e autismo estereotipados, vai directamente para Virgínia Ferreira; "o feminismo foi buscar o glamour aos movimentos LGBT" é só uma das pérolas do enorme colar de baboseiras que proferiu), que o feminismo precisa de se integrar e articular com outros movimentos e causas, ser aberto a discussão e a outras formas de intervenção, mas no final, e não me digam que foi apenas por falta de tempo (houve uma péssima gestão de tempo), não respondem a nenhum dos comentários do estimado público, que a custo se manteve na plateia. O comentário perspicaz da ausência de feministas mais novas na composição do painel e de um outro sobre como é que o feminismo se torna uma palavra mobilizadora e não separista, sobretudo para as gerações presentes e futuras (afinal não era do futuro que se falava?), foram deixados cair no ar, no vazio, sem debate, sem troca de ideias. No fundo, aquela disposição do palco, com a geração de feministas mais velhas, refasteladas nas poltronas, acabou por recair numa estrutura a lembrar uma sala de aula, onde elas do alto do palco, ensinavam coisas, passavam testemunhos, e @s que assistiam cá em baixo, ouviam, sorriam, e batiam palmas. E com isto não digo que o Congresso não serviu para nada, serviu sim, por ali passou muitos painéis interessantes, várias abordagens e perspectivas diferentes, que mostram que o feminismo está vivo e não apenas nas mãos de algumas associações e/ou personagens, mas desta mesa redonda esperava mais, aliás, pelo programa inteiro, deduzia-se que era uma das mesas redondas mais importantes do Congresso, mas é o que é, e também por isso que este Colectivo surgiu, porque não se aguenta como algum feminismo se encerra sobre si próprio, incapaz de perceber o seu próprio potencial revolucionário e emancipatório. Aliás, o próprio facto de começar com uma hora de atraso à conta do trio de Shumaan e da exibição de um power-point desconexo (a levar a claques descabidas, mais ou menos irregulares, a esta ou àquela feminista), a má gestão do tempo das participantes também ilustram a desarticulação vigente dos feminismos em Portugal, e da sua estagnação. Não de todos, assim o espero, e escrevo precisamente este post porque também está na hora de sermos crític@s sem medos, não para nos separar, mas para reflectirmos, e se possível, agirmos de outra forma, para que o feminismo se revigore, cresça e se amplie.

28.6.08

Hoje, em Lisboa, a partir das 16

Pela Igualdade de Direitos e contra a Invisibilidade e a Discriminação

A Marcha LGBT é de, e para TOD@S

Hoje, 16h00 horas no Princípe Real, para de seguida participar no Arraial. 

Luta contra a discriminação!


Mais informações: Blog da Marcha LGBT 2008

27.6.08

Palmas para Camryn Manheim!


Camryn Manheim, conhecida actriz de televisão, não por ser especialmente parecida com um "Anjo de Charlie" ou com uma menina das "Marés Vivas", mas antes pelo tamanho do seu talento, que em 98 a fez ganhar um Emmy, e a fez saltar de alegria e subir ao placo e dizer, a alto e bom som, "- This is for all the fat girls!", há já algum tempo que não tem problemas em não ter a imagem mainstream da maior parte das actrizes. 
Depois disso, chegou mesmo a a escrever  "Wake Up, I'm Fat!",  com uma capa bem provocadora e desafiadora dos estereótipos de beleza normativa.
E numa noite destas, estava eu num momento de demência, refastelada no sofá a fazer zapping e acabo por ficar a ver o programa da Tyra Banks, que nessa noite, tinha convidado o elenco daquela série que não compreendo ("Ghost Whisperer"), a qual Camryn Manheim faz parte. Explicava ela, que se iria insurgir publicamente se se prosseguisse com a proposta de meter avisos a dizer que a obesidade faz mal, nas etiquetas de roupa XXL (como se faz com nos maços de tabaco). Por esse princípio, explicava Camryn, então também nas etiquetas XXS terá que constar que a anorexia e a bulímia também matam. E mai nada!

26.6.08

Começa hoje

Durante os próximos três dias discute-em em femininês, pela Gulbenkian, pela Faculdade de Belas Artes, com jantar na Fábrica de Braço de Prata, terminando sábado, no Arraial LGBT. Programa completo aqui.

23.6.08

Beatos e beatas deste país já sabem como se entreter este Verão

"Movimentos “pró-vida” convocam concentração frente ao hospital de Guimarães" in Público.

A IVG foi legalizada até às 10 semanas, querem concordem ou não, a pedido da mulher. (deve ser isso mesmo que os incomoda, uma mulher poder decidir). Se temos um Estado laico que reconhece esse direito, quem são estes tipos de terço e velinhas a meterem-se no foro da vida íntima, sexual e reprodutiva de quem decide recorrer ao aborto? Vão mas é para Fátima, de joelhos, com as suas velinhas, preces e orações. Ou fiquem em casa, a fazer filhos, a tratar dos maridinhos, do lar, já que é o que mais prezam. Pode ser que apareçam na revista do "Sol" na secção das famílias numerosas. Depois podem emoldurar, ao lado da fotografia do papa, do terço e da Virgem Maria. 

22.6.08

The Euro quote

" O mais bonito do Euro? É bom saber que tenho as mulheres do meu lado. Antes as mulheres do que homens."

- Cristiano Ronaldo in Correio da Manhã, sempre a mostrar que é bota de ouro do puro macho.

18.6.08

Cartoon

A propósito disto...

Cartoon de Mikhaela Reid

Taxista Feminista
a

16.6.08

Nos arquivos

E este post foi escrito por uma Bimby.

4.6.08

A propósito da eleição de Manuela Ferreira Leite

Não voto, nem nunca votei, PSD. Contudo fico contente com a vitória de Manuela Ferreira Leite, não por estar convencida pelas ideias que defende, mas porque a sua vitória abriu um novo capítulo na história das mulheres em Portugal, mais concretamente na relação das mulheres com o poder político no nosso país, tendo alcançado uma posição nas esferas de decisão política que, até à data, nenhuma mulher portuguesa tinha conseguido. Manuela, os meus sinceros parabéns!

No entanto, como é referido no Editorial do DN de 02.06.08, este tema esteve ausente da campanha, bem como das análises que dela foram feitas.

"Estas eleições no PSD foram um marco também porque elegeram para líder de um grande partido a primeira mulher. Este facto foi tratado como um pormenor. Mas a verdade é que Manuela Ferreira Leite pode vir a ser a primeira mulher chefe de governo em Portugal. Até agora, foi a que chegou mais perto. Mas esta questão nem sequer se colocou. Nem na campanha, nem nos media (embora ontem fizesse manchete de um jornal). A própria Manuela Ferreira Leite nunca lhe fez referência, para dentro ou para fora do partido.
(...)
Em que posição é que isto nos coloca? Seremos um país moderno e pouco preconceituoso, ou simplesmente um país que não encara de frente os seus problemas, nomeadamente o da igualdade entre homens e mulheres?"


A esta pergunta, respondo sem grandes hesitações: opção b.
Muito feminismo terá ainda que passar por Portugal para mudar este status quo!

Miss Piggy

O que querem elas afinal? Feminismo, intervenção e cinema (II)

Entre 16 e 19 de Junho, o Instituto Franco-Português também propõe, à borla e com legendas em português," um ciclo de filmes raros e pouco conhecidos do cinema militante dos anos 70 – a maior parte deles inéditos em Portugal".




Aqui fica um apanhado do programa:

DIA 16 - 21H30

« DOSSIER SIMONE DE BEAUVOIR »
De Max Cacopardo, com a participação de Madeleine Gobeil e Claude Lanzmann, jornalistas. Canadá, 1967, p&b, 39 min.


« SIMONE DE BEAUVOIR VUE PAR ALICE SCHWARZER »
Com a participação de Jean-Paul Sartre e Sylvie Le Bon de Beauvoir. Alemanha, 1973, cor, 45 min.

DIA 17 - 19H00


« CHRISTIANE ET MONIQUE (LIP 5) »
França, 1976, p&b, 30 min.

« LES PROSTITUÉES DE LYON PARLENT »
[As prostitutas de Lyon falam] França, 1975, p&b, 40 min.

« Y’À QU’À PAS BAISER »
[Basta não foder] França, 1971-73, p&b, 17 min.


DIA 18 - 21H30


« RÉPONSE DE FEMMES »
[Resposta de mulheres] de Agnès Varda. França, 1975, cor, 8 min.

« SOIS BELLE ET TAIS-TOI »
[Sê bela e cala-te] de Delphine Seyrig. França/Estados Unidos, 1976, p&b, 110 min.


DIA 19 - 21H30

19H00 « REGARDE, ELLE A LES YEUX GRAND OUVERTS... »
De Yann Le Masson. França, 1980, cor, 77 min.

21H30 « JEANNE DIELMAN, 23 QUAI DU COMMERCE 1080 BRUXELLES »
De Chantal Akerman. França/Bélgica, 1976, cor, 201 min.



O FEMINISMO ESTÁ DEFINITIVAMENTE A PASSAR POR LISBOA...
e nós agradecemos a quem se esforça por que assim seja !