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2.12.08

A paridade, a paridade...

Partidos precisam de mulheres. Cargo de confiança política. Início em 2009

Cada partido terá de apresentar uma quota de 33 por cento de mulheres. O maior desafio coloca-se nas autárquicas - a eleição deve rondar mais de 19 mil candidatas. (in Público de hoje, página 4)

Porque é que já me está a cheirar que está quase a começar o velho discurso da "ordem natural das coisas"? E porquê? Porque alguns partidos, senão mesmo todos, vão ter sérias dificuldades em ter tantas mulheres nas suas listas. Não, porque elas não andem pela política, mas porque a maior parte dos partidos nunca tiveram uma representação equitária na sua composição. 
Por aqui, defende-se as cotas, precisamente porque pela "ordem natural das coisas" não vamos lá. É preciso um empurrão. 

4.6.08

A propósito da eleição de Manuela Ferreira Leite

Não voto, nem nunca votei, PSD. Contudo fico contente com a vitória de Manuela Ferreira Leite, não por estar convencida pelas ideias que defende, mas porque a sua vitória abriu um novo capítulo na história das mulheres em Portugal, mais concretamente na relação das mulheres com o poder político no nosso país, tendo alcançado uma posição nas esferas de decisão política que, até à data, nenhuma mulher portuguesa tinha conseguido. Manuela, os meus sinceros parabéns!

No entanto, como é referido no Editorial do DN de 02.06.08, este tema esteve ausente da campanha, bem como das análises que dela foram feitas.

"Estas eleições no PSD foram um marco também porque elegeram para líder de um grande partido a primeira mulher. Este facto foi tratado como um pormenor. Mas a verdade é que Manuela Ferreira Leite pode vir a ser a primeira mulher chefe de governo em Portugal. Até agora, foi a que chegou mais perto. Mas esta questão nem sequer se colocou. Nem na campanha, nem nos media (embora ontem fizesse manchete de um jornal). A própria Manuela Ferreira Leite nunca lhe fez referência, para dentro ou para fora do partido.
(...)
Em que posição é que isto nos coloca? Seremos um país moderno e pouco preconceituoso, ou simplesmente um país que não encara de frente os seus problemas, nomeadamente o da igualdade entre homens e mulheres?"


A esta pergunta, respondo sem grandes hesitações: opção b.
Muito feminismo terá ainda que passar por Portugal para mudar este status quo!

Miss Piggy

15.4.08

Espanha com 9 ministras

José Zapatero com as noves ministras do seu executivo, na cerimónia de tomada de posse, de ontem.

O Governo socialista de Zapatero, neste segundo mandato, tem mais ministras (9) que ministros (8), e é o segundo na União Europeia a ter uma maioria de mulheres. O pioneiro foi o segundo Governo de Matti Vanhanen, na Finlândia, no início de 2007. (in Dn)
Bibiana Almagro, está a cargo do ministério da Igualdade - ministério autónomo que nos parece importante - a Ministra da Igualdade, é a mais jovem mulher a ocupar um cargo de ministra. As manchetes de jornais e as câmaras de televisão andaram particularmente encantadas com Carme Chacón, a Ministra da Defesa, a fazer revista às tropas, por estar grávida de sete meses e em saber se iria gozar a baixa de maternidade.

18.10.07

Doc do dia

"Enemies of Happiness",
hoje, às 22,
no Grande Auditório da Culturgest
(repete também sábado, às 14 horas, no Cinema Londres, na sala 2)




Enemies of happiness [VN]
de Eva Mulvad
58´Dinamarca 2006

Malalai Joya, uma mulher afegã de 28 anos, é candidata às eleições da assembleia nacional afegã. Trata-se da primeira eleição parlamentar democrática no Afeganistão em 30 anos. Rodeada de seguranças, a candidata tenta defender as suas ideias políticas apesar de ter sobrevivido a quatro tentativas de assassinato e receber constantemente ameaças de morte. Ao longo da campanha, encontra-se todos os dias com mulheres que lhe fazem parte da sua vida e das suas dificuldades diante da câmara. Um retrato único das condições de vida no Afeganistão, destruído pela guerra, e onde as tradições têm ainda um peso determinante. Como pode a democracia vingar num país onde os votos são comprados e onde as mulheres não têm condições para votar livremente? Um filme que nos recorda que a democracia não pode ser imposta pela simples presença de diplomatas e de soldados ocidentais. Vencedor do Grande Prémio do Júri no Festival de Sundance em 2007.




- Barriguita