O professor Marcelo, moderno como é, não poderia deixar de ter um site sobre o não à despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
O professor Marcelo, vaidoso como é, tem um vídeo, com o seu estilo característico, rodeado de livros, a dar aulinhas e a dizer "Assim Não".
O professor Marcelo para professor que é, devia verificar os factos que estão no seu site, ou, pelo menos, mencionar as fontes, como por exemplo:
"Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos."
"O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano."
"62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano."
"6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros."
Um bom professor universitário ensina, explica, discute, relaciona, argumenta, contra-argumenta. Não impinge.
O bom professor universitário é aquele que refere fontes de pesquisa e bibliográficas.
O bom professor universitário é aquele que tem respeito por quem o ouve, não tomando @s seus alun@s como tolinh@s e não se servir do estatuto mediático e intocável do "professor de Portugal", onde basta dizer umas coisinhas, atirar uns chavões para o ar, na sua biblioteca, para que @s leig@s bebam as suas palavras como água. Como se mergulhassem na sabedoria.
Por isso, caro professor Marcelo, assim não. Não, obrigada. Não, mesmo.
Pensas que o feminismo está morto e já passou de moda? Não - o feminismo goza de boa saúde e está a passar por aqui! Bem-vind@ ao blog do COLECTIVO FEMINISTA, grupo de mulheres e homens que procuram combater o sexismo e homofobia e trazer o feminismo para a rua.
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23.1.07
11.12.06
E as asinhas começam a sair de fora
O Miguel Vale de Almeida tem razão. Os movimentos do NÃO deveriam escolher melhor os seus copywriters. Para além de não saberem utilizar correctamente a pontuação, têm alguns problemas de interpretação, usando termos erróneos na mensagem que pretendem transmitir.
Descobrimos que o movimento do Não resolveu lançar um grande concurso intitulado "Do 0 aos 9. A minha primeira morada", direccionado ao público jovem, dos seis aos dezoito anos. Escrevem eles:
"Vamos agarrar este momento para com os mais novos despertar para o início da nossa vida, explorar esta maravilha passo a passo, desde a primeira hora, semana a semana até aos nove meses aproveitando os conhecimentos científicos que hoje já temos sobre este assunto.
Vamos todos descobrir a nossa Primeira Morada. Comecem já a procurar as ecografias, as fotografias da mãe grávida e a pensar em ideias.
Vamos tirar partido desta oportunidade e incentivar os nossos filhos, amigos dos nossos filhos e outros jovens a participar e a apresentarem o que descobriram. Podem fazê-lo com uma música, com desenhos ou pinturas, com histórias, contos ou poesia e também nas formas multimédia.
Motivem já todos entre os 6 e os 18 anos para meteram mãos à obra.
Circulem para que seja uma experiência muito rica e esclarecedora.
Claro, claro, haverá fantásticos prémios."
Os fantásticos prémios, consoante a categoria da idade, são dois bilhetes para o musical “Música no Coração”, uma máquina fotográfica digital, uma aparelhagem CD/Rádio e um Home cinema. A "motivação" a que apelam não foi o termo mais adequado; "manipular" é o termo exacto.
Também me custa perceber como é que defensores tão acérrimos da moral e dos bons costumes, da vida e dos direitos das crianças, podem incentivar o trabalho infantil. Sim, porque não tenhamos dúvidas. Os desenhos do concurso dos "Do 0 aos 9. A minha primeira morada" vão servir de propaganda sensacionalista dos movimentos do Não. Vão ilustrar sites, flyers, outdoors, t-shirts, e sabe-se lá o que mais, e tudo isso a troco de "fantásticos prémios". Pois, é por isso que me desato a rir (para não vomitar) quando afirmam que vão fazer uma campanha "moderna não agressiva".
Descobrimos que o movimento do Não resolveu lançar um grande concurso intitulado "Do 0 aos 9. A minha primeira morada", direccionado ao público jovem, dos seis aos dezoito anos. Escrevem eles:
"Vamos agarrar este momento para com os mais novos despertar para o início da nossa vida, explorar esta maravilha passo a passo, desde a primeira hora, semana a semana até aos nove meses aproveitando os conhecimentos científicos que hoje já temos sobre este assunto.
Vamos todos descobrir a nossa Primeira Morada. Comecem já a procurar as ecografias, as fotografias da mãe grávida e a pensar em ideias.
Vamos tirar partido desta oportunidade e incentivar os nossos filhos, amigos dos nossos filhos e outros jovens a participar e a apresentarem o que descobriram. Podem fazê-lo com uma música, com desenhos ou pinturas, com histórias, contos ou poesia e também nas formas multimédia.
Motivem já todos entre os 6 e os 18 anos para meteram mãos à obra.
Circulem para que seja uma experiência muito rica e esclarecedora.
Claro, claro, haverá fantásticos prémios."
Os fantásticos prémios, consoante a categoria da idade, são dois bilhetes para o musical “Música no Coração”, uma máquina fotográfica digital, uma aparelhagem CD/Rádio e um Home cinema. A "motivação" a que apelam não foi o termo mais adequado; "manipular" é o termo exacto.
Também me custa perceber como é que defensores tão acérrimos da moral e dos bons costumes, da vida e dos direitos das crianças, podem incentivar o trabalho infantil. Sim, porque não tenhamos dúvidas. Os desenhos do concurso dos "Do 0 aos 9. A minha primeira morada" vão servir de propaganda sensacionalista dos movimentos do Não. Vão ilustrar sites, flyers, outdoors, t-shirts, e sabe-se lá o que mais, e tudo isso a troco de "fantásticos prémios". Pois, é por isso que me desato a rir (para não vomitar) quando afirmam que vão fazer uma campanha "moderna não agressiva".
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