Recebemos um comentário anónimo que nos chamava "putas meretrizes de Santanás", e mais umas coisas.
É verdade, não aprovei o comentário. Melhor, faço dele um post. Normalmente - e acreditem que entre nós a moderação de comentários não é uma posição unânime - reprovo sem dor, e estou-me nas tintas. Mas aproveito para partilhar que acho engraçado que d@s neonazis às anti-escolha, agora somos inimig@s mortais do beatismo. Por mim, continuem, aqui esta Barriguita até andou na catequese, até andou nos escuteiros católicos e sabe bem o que critica. Portanto, continuem, se gostam de perder tempo. Mas o quê, o nosso blog agora é assunto na missa? Vem na revista Além-mar? O amor a Deus continua assim tão desinteressante? Percebo, ter uma relação com um tipo que nunca aparece e anda por todo o lado, é algo exasperante...
Ah, e "ateias desavergonhadas" não me soa propriamente um insulto, agora o resto da verborreia utilizada, se est@ autor@ é realmente temente a Deus, o seu caso parece-me bicudo. Melhor, acho mesmo que nos vai fazer companhia do outro lado.
Pensas que o feminismo está morto e já passou de moda? Não - o feminismo goza de boa saúde e está a passar por aqui! Bem-vind@ ao blog do COLECTIVO FEMINISTA, grupo de mulheres e homens que procuram combater o sexismo e homofobia e trazer o feminismo para a rua.
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28.2.09
27.11.08
Pela vida... dos loiros branquinhos católicos
Ah, são pela vida? Mas depois votam PNR, aqueles tipos que negam que o holocausto tenha existido...
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23.6.08
Beatos e beatas deste país já sabem como se entreter este Verão
"Movimentos “pró-vida” convocam concentração frente ao hospital de Guimarães" in Público.
A IVG foi legalizada até às 10 semanas, querem concordem ou não, a pedido da mulher. (deve ser isso mesmo que os incomoda, uma mulher poder decidir). Se temos um Estado laico que reconhece esse direito, quem são estes tipos de terço e velinhas a meterem-se no foro da vida íntima, sexual e reprodutiva de quem decide recorrer ao aborto? Vão mas é para Fátima, de joelhos, com as suas velinhas, preces e orações. Ou fiquem em casa, a fazer filhos, a tratar dos maridinhos, do lar, já que é o que mais prezam. Pode ser que apareçam na revista do "Sol" na secção das famílias numerosas. Depois podem emoldurar, ao lado da fotografia do papa, do terço e da Virgem Maria.
A IVG foi legalizada até às 10 semanas, querem concordem ou não, a pedido da mulher. (deve ser isso mesmo que os incomoda, uma mulher poder decidir). Se temos um Estado laico que reconhece esse direito, quem são estes tipos de terço e velinhas a meterem-se no foro da vida íntima, sexual e reprodutiva de quem decide recorrer ao aborto? Vão mas é para Fátima, de joelhos, com as suas velinhas, preces e orações. Ou fiquem em casa, a fazer filhos, a tratar dos maridinhos, do lar, já que é o que mais prezam. Pode ser que apareçam na revista do "Sol" na secção das famílias numerosas. Depois podem emoldurar, ao lado da fotografia do papa, do terço e da Virgem Maria.
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20.10.07
Doc Review: "Jesus Camp"

"Jesus Camp"
de Heidi Ewing e Rachel Grady (EUA, 2006)
Ontem vi o "Jesus Camp" de Heidi Ewing e Rachel Grady, um filme sobre uma colónia de férias de crianças evangelistas.
Propaga-se o criacionismo e como as crianças são exército de Deus. Dirigido por puritanos, que pregam e ensinam a pregar de uma forma extremamente violenta e impressionável que deixa as crianças em êxtase, medo e culpa, muito sentimento de culpa. Vemos também, como a maior parte das crianças evangelistas são ensinadas em casa (pelas mães; aliás, diz uma, "- Se Deus deu-me esta filha, eu tenho que lhe moldar a personalidade"). Os encontros desta Igreja são sempre grandes circos com grande aparato e efeitos especiais, adereçados com o cartaz de Bush -adorado como o enviado de Jesus na terra - com peluches como o tigre bebé que personifica a tentação, o pecado ("- Que para uma criança parece inofensivo") e o tigre grande, já crescido, que é mau, corrupto. E depois vem a vida, a defesa da vida. Abrem uma caixinha de veludo e lá dentro estão 4 ou 5 miniaturas de "crianças por nascer", “bebezinhos lindos que se tirou a vida”, "que podiam ser vossos amigos, estar aqui convosco mas não estão, porque os mataram". Passam os bebezinhos pelas mãos das crianças que choram desalmadamente e gritam, erguem os braços a dizer "no abortion, no abortion". Aceitam as tiras de fita adesiva vermelham que os adultos lhes colam na boca, fita essa onde se lê "life". As crianças gritam, choram e sofrem, embarcando num enorme circo montado para formatar mentes moralistas, sem qualquer individualidade, sem qualquer questionamento, porque são enviados de Jesus. Até para dançar. Só se pode dançar, diz uma das miúdas documentário, quando temos Jesus dentro de nós. Às vezes também dança quando ele não está com ela, mas não deve fazê-lo, sussurra. Sussurra o que Jesus lhe sussurra ao ouvido, ou que Jesus sussurrou no ouvido materno.
"Jesus Camp" é um poderoso documentário. Levanta inúmeras questões, mas a que achei curiosa, e por isso, falo dele aqui, tem haver com uma reflexão feminista que assistimos há algum tempo dentro do discurso de algumas activistas e associações feministas. Há uma tendência para se considerar os movimentos de mulheres de direita católicos como não feministas. Há inclusive associações, por exemplo, as Mulheres em Acção, que se consideram feministas. Feminismo que obviamente não é igual ao nosso, nem ao de todos os movimentos pelo SIM. E logo, desconsideramos esse tipo de feminismo, não o vendo como tal, e no discurso feminista main-stream, não lhe damos muita importância. Ora, aqui é que considero que há uma falácia no tal discurso reflexivo feminista que temos vindo a assistir. Feminista ou não, o certo é que estes movimentos estão a crescer massivamente e ao contrário da maioria dos movimentos de Esquerda, têm recursos, poderosos e eficazes recursos. Aliás, os "bebezinhos” que circulavam de mão em mão nas assembleias do "Jesus Camp", eram iguais aos que os meninos e meninas betinhas nos impingiam na rua Garret, durante a campanha do referendo. Assim como a “vida”, “o direito da criança por nascer”. Ainda que ache que foi este tipo de extremismo que prejudicou, em parte, toda a campanha do “NÃO”, de qualquer modo, muito pouco me espantaria, que um dia, assumam ainda mais o seu fanatismo, e em vez do cordão humano de mãos dadas contra a IVG - passassem a andar de fita adesiva vermelha com a “VIDA” na boca, tal como as crianças de “Jesus Camp” de fita na boca e lágrimas nos olhos, à frente do Capitólio.
Nota: "Jesus Camp" repete dia 22, 2ª, às 22.30, no Cinema Londres (sala 2). Todos os filmes que passam no Doc Lisboa, das 11 às 21 horas podem ser vistos - gratuitamente - na videoeteca da Culturgest.
- Barriguita
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