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11.10.08

A Verdadeira Ignorância e Arrogância

A jurista [Isilda Pegado] ilustra com uma palavra a discussão em torno do casamento homossexual: um “folclore”. “Tenho muitos amigos homossexuais, tenho clientes homossexuais agora se me perguntar se este folclore é bom para os homossexuais, acho que não. Os verdadeiros homossexuais não estão nada disponíveis para este folclore”, avança Isilda Pegado. “Os verdadeiros são aqueles que vivem interiormente a sua condição homossexual”.

(retirado daqui)

Mas quem é que deu a esta mulher (presença habitual no nosso blog - veja-se aqui e aqui por exemplo) o direito de decidir o que é, ou quem é, um "verdadeiro homossexual" (sic)?

E se "os verdadeiros [homossexuais] são aqueles que vivem interiormente a sua condição homossexual", então parece-me que ela devia viver interiormente a sua condição de reaccionária homofóbica e deixar de regurgitar baboseiras sobre os direitos e as opções d@s outr@s. Haja paciência!

Taxista Feminista
a

18.4.08

Já tinha saudades dela


"(...) uma política de natalidade não tem sentido se não for simultaneamente "amiga" do casamento. A procriação resulta mais facilmente do casamento do que de um subsídio. O casamento gera filhos. O subsídio não procria. Porém, o primeiro instinto do indivíduo é o da sobrevivência. É inútil falar de família se ela for, através do divórcio, um atentado ao indivíduo e assim destruídos direitos individuais. "Eliminar" a culpa é eliminar a responsabilidade com consequências noutras áreas sociais. A precariedade das relações facilitadas pelo divórcio, a ausência de uma lei protectora do património familiar ou um laxismo na regulação do poder paternal são atentados à família e ao casamento que, em última instância, afastam o indivíduo desta prática (casar).
(...)
Por fim, lembrar que o casamento foi regulado na lei para proteger os mais fracos (as mulheres e os filhos)."

- Isilda Pegado sempre apegada ao discurso dissimulado  do costume, no "Público" de ontem.


Porque será quanto mais o país anda para a frente mais a Isilda Pegado se insurge? E quando é que ela cresce de vez e percebe que é possível ter filhos fora da sagrada instituição do matrimónio? Portanto, segundo Isilda Pegado é preferível ficar 100 anos casada com a mesma pessoa, mesmo que já não se goste dela, mesmo que seja impossível uma convivência, mesmo que todos os dias voem pratos e cadeiras por cima dos filhos que ela quer tanto que se tenha. Por isso, vamos lá dificultar o divórcio, vamos lá, vamos deixar que casais cheguem ao limite das suas forças e dignidade, e que no seio da sagrada instituição do matrimónio se instale também o desrespeito, o não te poder ver mais à frente, o durmo com outr@ porque já não consigo dormir contigo, o bater porque estava a pedi-las, os gritos, os berros, o bater de portas, o nem penses que ficas com a torradeira, o dinheiro que ganhamos é para pagar o advogado que nos trata do divórcio desde 1998.

2.4.07

Grandes portugueses e a matemática:

«Fomos um milhão e 500 mil portugueses que dissemos não a esta lei. Mas se a nós juntarmos mais um por nascer por cada voto nosso, teremos seguramente mais de três milhões de portugueses», afirmou Isilda Pegado, em nome dos movimentos do «não». (daqui)

Isilda Pegado continua pegada a fazer estas figuras. Continua a não saber entreter-se a um sábado à tarde, e dedica-se à matemática contabilizando votos de seres por nascer, que na sua óptica, para além de serem seres humanos que chucham no dedo, também já são seres que sabem ler e dar uso à sua mão por nascer, com uma destreza espectacular, plenamente capaz de fazer uma cruz no "NÃO" do boletim de voto; só pelo facto de serem fetos ou embriões, têm consciência cívica e opiniões bem definidas sobre a legalização da IVG.

À extraordinária capacidade oratória e ao poder argumentativo coerente de Isilda Pegado acrescentam-se novas características: um raciocínio matemático audaz e uma enorme capacidade de visão futurista, adivinhando as posições políticas de futuros seres por nascer. Sofre também de uma ingenuidade ainda mais pura que a de um ser humano por nascer, e de um optimismo cívico e utopista, uma vez que acredita que esse milhão por nascer corresponderia a um milhão de votantes. E que esse milhão seria uma cambada de optimistas de bem com a vida, que todos os dias agradeceriam o facto de terem nascido. Poderiamos falar de delírios psicadélicos, mas é melhor não. Podemos assustar o milhão de seres humanos por nascer. Porque se dentro da barriga da mãe já sabem o que votam, também devem ter capacidade para ler este blog. O que não é necessáriamente mau, mas num mundo ideal, o feminismo que passa por aqui não é semelhante aos delírios de Isilda Pegado. E longe de nós confundirmos um milhão de seres por nascer. Já basta aos 10 milhões de portugueses nascidos ficarem confusos com os raciocínios de Isilda Pegado.


(nota: a ausência de linguagem inclusiva é propositada e de acordo com o mundo ideal de Isilda Pegado)


- Barriguita