«Fomos um milhão e 500 mil portugueses que dissemos não a esta lei. Mas se a nós juntarmos mais um por nascer por cada voto nosso, teremos seguramente mais de três milhões de portugueses», afirmou Isilda Pegado, em nome dos movimentos do «não». (
daqui)
Isilda Pegado continua pegada a fazer estas figuras.
Continua a não saber entreter-se a um sábado à tarde, e dedica-se à matemática contabilizando votos de seres por nascer, que na sua óptica, para além de serem seres humanos que chucham no dedo, também já são seres que sabem ler e dar uso à sua mão por nascer, com uma destreza espectacular, plenamente capaz de fazer uma cruz no "NÃO" do boletim de voto; só pelo facto de serem fetos ou embriões, têm consciência cívica e opiniões bem definidas sobre a legalização da IVG.
À extraordinária capacidade oratória e ao poder argumentativo coerente de Isilda Pegado acrescentam-se novas características: um raciocínio matemático audaz e uma enorme capacidade de visão futurista, adivinhando as posições políticas de futuros seres por nascer. Sofre também de uma ingenuidade ainda mais pura que a de um ser humano por nascer, e de um optimismo cívico e utopista, uma vez que acredita que esse milhão por nascer corresponderia a um milhão de votantes. E que esse milhão seria uma cambada de optimistas de bem com a vida, que todos os dias agradeceriam o facto de terem nascido. Poderiamos falar de delírios psicadélicos, mas é melhor não. Podemos assustar o milhão de seres humanos por nascer. Porque se dentro da barriga da mãe já sabem o que votam, também devem ter capacidade para ler este blog. O que não é necessáriamente mau, mas num mundo ideal, o feminismo que passa por aqui não é semelhante aos delírios de Isilda Pegado. E longe de nós confundirmos um milhão de seres por nascer. Já basta aos 10 milhões de portugueses nascidos ficarem confusos com os raciocínios de Isilda Pegado.
(nota: a ausência de linguagem inclusiva é propositada e de acordo com o mundo ideal de Isilda Pegado)
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Barriguita