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18.11.08

Update do update: "Não sou suficientemente retrógrada, sou apenas bastante homofóbica, xenófoba populista e esqueci-me de acrescentar déspota"

"Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia...". "Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se", observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: "E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia". (daqui) (ouvir aqui)

Manuela Ferrera Leite não pára de surprender este blog. Miss Piggy ainda saúdas a ascenção desta mulher?!

O que diz muito sobre tipo de política que MFL exerceria se de facto estivesse no poder. É assim que se conquista um eleitorado? Longe de mim querer que o PSD comece a saber fazê-lo, mas às vezes, gostava que no debate político houvesse uma oposição construtiva e credível.

3.11.08

Update: "Não sou suficientemente retrógrada, sou apenas bastante homofóbica e ainda xenófoba populista"


"Ferreira Leite diz ainda duvidar que as grandes obras com que o Governo pretende avançar, apesar da actual crise, sirvam para combater o desemprego em Portugal, considerando que os grandes investimentos só ajudam a reduzir o desemprego para os trabalhadores de países como Cabo Verde e a Ucrânia". (daqui)

É que além de retrógada, homofóbica, também é xenófoba...

(e por este andar, MFL vai começar a ter mais posts dedicados do que a nossa outra habitué, Isildinha Pegado)

3.7.08

Não sou suficientemente retrógrada, sou apenas bastante homofóbica

"Eu não sou suficientemente retrógrada para ser contra as ligações homossexuais, aceito-as, são opções de cada um, é um problema de liberdade individual sobre o qual não me pronuncio. Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente"

"Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, de regalias e até de medidas fiscais no sentido de promover a família como algo que tem por objectivo a procriação. É uma realidade. Chame-lhe o que quiser, não chame é o mesmo nome. Uma coisa é casamento, outra coisa é qualquer outra coisa"

- Manuela Ferreira Leite na entrevista que deu à TVI, nesta terça-feira, dia 1.

Saberá Manuela Ferreira Leite no que toca às Uniões de Facto, já também consagrada para pessoas do mesmo sexo, cada parceir@ tem o mesmo estatuto fiscal? E que daí pode ou não resultar a procriação? Tal como os casamentos. E como quer o PSD ser um partido do futuro se dá 100 passos atrás, quando votou favoravelmente à revisão do artigo 13º da Constituição, do Princípio da Igualdade, ou seja, quando foi introduzido a não discriminação com base na orientação sexual, em 2004? E ainda acha que a função do  casamento é a procriação? (Oh que vislumbro uma Isilda Pegado, medo, medo, medo, é contagioso...)

Foi por estas e por outras (passadas e futuras), que há umas postas atrás, neste mesmo blog, houve apupos e polémica, sobre a sua eleição. Como já aqui se tinha dito, Manuela Ferreira Leite representa o pior - e o retrógrado - que há no seu partido.

Reacções e mais notícias aqui.

4.6.08

A propósito da eleição de Manuela Ferreira Leite

Não voto, nem nunca votei, PSD. Contudo fico contente com a vitória de Manuela Ferreira Leite, não por estar convencida pelas ideias que defende, mas porque a sua vitória abriu um novo capítulo na história das mulheres em Portugal, mais concretamente na relação das mulheres com o poder político no nosso país, tendo alcançado uma posição nas esferas de decisão política que, até à data, nenhuma mulher portuguesa tinha conseguido. Manuela, os meus sinceros parabéns!

No entanto, como é referido no Editorial do DN de 02.06.08, este tema esteve ausente da campanha, bem como das análises que dela foram feitas.

"Estas eleições no PSD foram um marco também porque elegeram para líder de um grande partido a primeira mulher. Este facto foi tratado como um pormenor. Mas a verdade é que Manuela Ferreira Leite pode vir a ser a primeira mulher chefe de governo em Portugal. Até agora, foi a que chegou mais perto. Mas esta questão nem sequer se colocou. Nem na campanha, nem nos media (embora ontem fizesse manchete de um jornal). A própria Manuela Ferreira Leite nunca lhe fez referência, para dentro ou para fora do partido.
(...)
Em que posição é que isto nos coloca? Seremos um país moderno e pouco preconceituoso, ou simplesmente um país que não encara de frente os seus problemas, nomeadamente o da igualdade entre homens e mulheres?"


A esta pergunta, respondo sem grandes hesitações: opção b.
Muito feminismo terá ainda que passar por Portugal para mudar este status quo!

Miss Piggy