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4.6.08

O que querem elas afinal? Feminismo, intervenção e cinema (II)

Entre 16 e 19 de Junho, o Instituto Franco-Português também propõe, à borla e com legendas em português," um ciclo de filmes raros e pouco conhecidos do cinema militante dos anos 70 – a maior parte deles inéditos em Portugal".




Aqui fica um apanhado do programa:

DIA 16 - 21H30

« DOSSIER SIMONE DE BEAUVOIR »
De Max Cacopardo, com a participação de Madeleine Gobeil e Claude Lanzmann, jornalistas. Canadá, 1967, p&b, 39 min.


« SIMONE DE BEAUVOIR VUE PAR ALICE SCHWARZER »
Com a participação de Jean-Paul Sartre e Sylvie Le Bon de Beauvoir. Alemanha, 1973, cor, 45 min.

DIA 17 - 19H00


« CHRISTIANE ET MONIQUE (LIP 5) »
França, 1976, p&b, 30 min.

« LES PROSTITUÉES DE LYON PARLENT »
[As prostitutas de Lyon falam] França, 1975, p&b, 40 min.

« Y’À QU’À PAS BAISER »
[Basta não foder] França, 1971-73, p&b, 17 min.


DIA 18 - 21H30


« RÉPONSE DE FEMMES »
[Resposta de mulheres] de Agnès Varda. França, 1975, cor, 8 min.

« SOIS BELLE ET TAIS-TOI »
[Sê bela e cala-te] de Delphine Seyrig. França/Estados Unidos, 1976, p&b, 110 min.


DIA 19 - 21H30

19H00 « REGARDE, ELLE A LES YEUX GRAND OUVERTS... »
De Yann Le Masson. França, 1980, cor, 77 min.

21H30 « JEANNE DIELMAN, 23 QUAI DU COMMERCE 1080 BRUXELLES »
De Chantal Akerman. França/Bélgica, 1976, cor, 201 min.



O FEMINISMO ESTÁ DEFINITIVAMENTE A PASSAR POR LISBOA...
e nós agradecemos a quem se esforça por que assim seja !

30.4.08

Divulgamos este concurso de video, que tomámos conhecimento pelo Congresso Feminista, a decorrer em Lisboa, já em Junho. Regulamento aqui.

28.5.06

Se 1 feminista incomoda muita gente, 2 feministas incomodam muito mais....
Se 2 feministas incomodam muita gente, 3 feministas incomodam muito mais....
Se 3 feministas incomodam muita gente, 4 feministas incomodam muito mais....
Se 4 feministas incomodam muita gente, 5 feministas incomodam muito mais....
Se 5 feministas incomodam muita gente, 6 feministas incomodam muito mais....
Se 6 feministas incomodam muita gente, 7 feministas incomodam muito mais....
Se 7 feministas incomodam muita gente, 8 feministas incomodam muito mais....
Se 8 feministas incomodam muita gente, 9 feministas incomodam muito mais....
Se 9 feministas incomodam muita gente, 10 feministas incomodam muito mais....
Se 10 feministas incomodam muita gente, 11 feministas incomodam muito mais....
Se 11 feministas incomodam muita gente, 12 feministas incomodam muito mais....
Se 12 feministas incomodam muita gente, 13 feministas incomodam muito mais....
Se 13 feministas incomodam muita gente, 14 feministas incomodam muito mais....
Se 14 feministas incomodam muita gente, 15 feministas incomodam muito mais....
Se 15 feministas incomodam muita gente, 20 feministas incomodam muito mais....
Se 20 feministas incomodam muita gente, 30 feministas incomodam muito mais....
Se 30 feministas incomodam muita gente, 50 feministas incomodam muito mais....
Se 50 feministas incomodam muita gente, um colectivo feminista incomoda muito mais!


Pelo rol de comentários que temos tido, uma coisa é certa, a palavra feminismo ainda agita muito as cabecinhas, ainda faz correr muita tinta, provoca iras e paixões.
Para nós ainda faz mais sentido assumirmos-nos como tal, e não será por determinados insultos que vamos deixar de lutar por aquilo que acreditamos. Mais, a agitação em que tem andado o espaço de comentários só prova que o "feminismo não está morto, nem enterrado" e faz todo o sentido continuar a reinvidica-lo. Hoje e todos os dias. Até quando for necessário.

4.5.06

Coisa rara: o feminismo a passar pelo "Expresso"

Palmas para a última crónica de Inês Pedrosa, na revista "Única" do semanário "Expresso" do passado 29 de Abril.

Aqui ficam alguns excertos:


" Como a maioria das portuguesas (ou seja, a maioria da população) acha que o feminismo é um beco escuro para onde se empurram as que não têm charme ou inteligência para serem tão homens como os homens (isto é, eficientes, despachadas, sedutoras, dominadoras), eu tenho depositado a minha esperança nos homens, e com algum êxito, a maior parte deles já me diz que "compreende" a necessidade do feminismo e que tem "empatia" com "a causa". Quando lhes explicamos que o fim da discriminação das mulheres implica também o fim da discriminação dos homens - o mesmo direito aos filhos, ao lazer, aos afectos - alguns (os pais divorciados) começam, mais do que a "empatizar", a simpatizar com a ideia. Mas, feitas as contas, e até à data, homens que se afirmem feministas, sem necessidade de rodeios e perguntas insinuantes, só conheço dois. Bem espremidinhos, talvez três - mas os bem espremidinhos não contam. São apenas versões bem educadas das damas que repetem, como bonecas de pilhas: "Não sou feminista, sou feminina, nina, nina, nina..." Aceito inscrições de cavalheiros que alterem esta estatística embaraçante. Os outros dizem que não podem ser feministas "porque não são mulheres". (...)

"A um escritor homem nunca se pergunta se a sua escrita é masculina, pede-se simplesmente que fale da sua obra (sem mantos de género). A um homem público nunca se pergunta como concilia vida e obra. A um rapaz nunca se pergunta quantos filhos quer ter no futuro"(...)