18.6.06

Por que é que os homens não deveriam votar?

«1. Porque o lugar dos homens é no exército.

2. Porque um homem a sério resolve os problemas através da violência.

3. Porque se os homens passarem a ser mais pacíficos e calmos as mulheres deixarão de os admirar e de se sentir atraídas por eles.

4. Porque os homens perderão o seu encanto se saírem da sua esfera natural (o exército) e se passarem a interessar por outras coisas além de armas e uniformes.

5. Porque os homens são demasiado emocionais para votar. A sua conduta em jogos de basebol e em congressos políticos demonstra-o. Além disso, a sua tendência inata para o recurso à força torna-os incapazes de governar.»

Texto escrito em 1915 por Alice Duer Miller (1874-1942), escritora e poetisa americana, parodiando os argumentos mais frequentemente usados para negar o direito de voto às mulheres no início do século XX.
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11 comentários:

pepe disse...

Genial!

Anónimo disse...

Perdão, mas pensei que feminismo não era o tal machismo no feminino como defender. Numa outra situação talvez tivesse piada, não aqui. Não se for para manter as coisas sérias.

Anónimo disse...

No texto diz:
"Texto escrito em 1915 por Alice Duer Miller (1874-1942), escritora e poetisa americana, PARODIANDO os argumentos mais frequentemente usados para negar o direito de voto às mulheres no início do século XX."

Pelo que entendo ninguém pretende impedir os homens de votar (o que de facto aconteceu com as mulheres). É apenas uma curiosidade, e mostrar, com um pouco de humor, como os argumentos usados (neste caso e muitos outros) são tão desprovidos de fundamento real.

Anónimo disse...

"Numa outra situação talvez tivesse piada, não aqui. Não se for para manter as coisas sérias."

Manter as coisas sérias não significa que não se possa usar um pouco de humor!!
O humor e o nonsense podem ser boas formas de transmitir uma mensagem.

Sério não tem que significar chato.

Anónimo disse...

Honestamente não me ofende, mas, como homem, eu que nao ouse dizer uma piada do género em relação à mulher.

Ou querem motivos para não votarem? :)

Defender a igualdade usando os metodos do "adversário", abominando-os quando usados por este último, não passa de hipócrisia.

Anónimo disse...

Mulheres podem votar, não teem motivos de queixa sobre esse assunto em particular(!). O post não foi mais que um desabafo de mau gosto. Atirar lenha ao fogo, entenda-se. É por situações destas que o feminismo tem má fama (e o nome como antitese ao machismo não ajuda).

Gostava de meter uma piadinha dessas dirigida ás mulheres, mas estaria a contradizer-me. Apesar de não o fazer por mal (senão nem viria ao blog), estamos tod@s do mesmo lado e não há necessidade para levantar os animos.

Anónimo disse...

Sinceramente não entendo o que incomoda neste post. Tal como está bem claro refere-se a um:
"Texto escrito em 1915 por Alice Duer Miller (1874-1942), escritora e poetisa americana, parodiando os argumentos mais frequentemente usados para negar o direito de voto às mulheres no início do século XX."

As mulheres não tinham direito ao voto, uma série de argumentos tão válidos como estes eram invocados para isso e isto foi uma forma de chamar a atenção para a pouca validade destes argumentos. Faz parte da história da luta das mulheres pela igualdade... é assim tão difícil de entender?

Quanto a:
"Gostava de meter uma piadinha dessas dirigida ás mulheres, mas estaria a contradizer-me."

Não é necessário, há imensos exemplos todos os dias nas mais variadas áreas... O pior é que não são piada, são a realidade... Mas não é só em relação às mulheres, é também em relação aos homens.Talvez um dia eles compreendam isso também.

Quanto a:
"É por situações destas que o feminismo tem má fama (e o nome como antitese ao machismo não ajuda)."

É verdade que o nome ajuda à confusão, como em tantas outras situações em português...
Mas em 2006 fazer este tipo de associação, temos que concordar que é ignorância e falta de cultura.

Engraçado que o feminismo é tão ameaçador... para os homens porque têm medo de perder direitos e poder, porque a generalidade não suporta uma mulher que ganhe mais, que seja mais inteligente, que tenha um cargo hierárquico ou uma formação académica superior; para as mulheres porque têm medo de deixar de ser atraentes para os homens...Enfim...

haunted by ligia amancio disse...

já é a segunda vez que vejo este exercício de escrita por aqui. não me mato a rir, mas é super-light, está a milhas da fogueira. a pedido de alguns clientes homens, podiam então postar a karen finley, isso é assim mais sério e em cima da fogueira

peterpan disse...

tanto trabalho para responder a um homem!
é tempo perdido se pensam que vão "converter" todos os machos complexados com um conhecimento insuficiente do que do que é (ou deve ser -na óptica deles, claro!) o feminismo. Enquanto homem (branco, heterosexual, e classe média) que sou, a mim parece-me que o nosso papel no feminismo devia ser mais o de ouvir do q falar. os homens já falaram (e falam) demais em todo o lado!

passando a assuntos mais sérios: vocês sabem em que ano a limpa, desenvolvida, e politicamente avançada Suiça concedeu o voto às mulheres? e o Lichenstein?

depois disso, discutir o assunto de porque é q os homens (e/ou as mulheres) não devem ter direito a voto, já não parece um assunto assim tão trivial. O absurdo da realidade ultrapassa de longe o absurdo do texto ficcional.

peterpan disse...

A Suíça concedeu o direito de voto às mulheres em 1971. Em 1984 (!), seguiu-se o vizinho Liechtenstein. Nesse ano, as mulheres do Liechtenstein obtiveram o direito de voto em eleições nacionais – mas continuaram proibidas, até 1986, de votar nas autárquicas, em três dos onze municípios (Gemeinden) que constituem o principado.

ms. niceperson disse...

O Peterpan chamou a atenção para algo importante - a "limpa, desenvolvida, e politicamente avançada" Suiça e o Lichenstein não concederam o voto às mulheres há tanto tempo assim. E em Portugal, só em 1974 é que as mulheres passaram a poder votar sem restrições (mais informação aqui).

Portanto, parece que esta história do voto não é algo assim tão antiquado quanto isso!