3.12.06

Cartoon(s) da Semana

No passado dia 25 de Novembro, Dia Mundial para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, íamos publicar aqui no blog um cartoon da semana alusivo ao tema. No entanto, um problema técnico trocou-nos as voltas e não foi possível fazê-lo.

Para vos compensar, publicamos agora dois cartoons sobre violência contra as mulheres, bem como uma série de links para artigos que abordam as mais diversas dimensões e manifestações deste problema, em Portugal e no estrangeiro.

[Na campa está escrito: "Julia Garcia, Tu Maltratador Amantísimo"]

Cartoon de Máximo


[Homem: Is there perhaps something which the victims of domestic violence have in common - some clue as to why they are abused?
Mulher: Yes. The one element consistently present in all the cases we studied was a violent partner.]


Cartoon de Jacky Fleming


Lançado Manifesto "Homens contra a Violência"
Notícia do Público de 26 de Novembro

O cantor Toy e o ex-ministro da Administração Interna Daniel Sanches são alguns dos cerca de cem subscritores do primeiro manifesto Homens Contra a Violência. O documento foi apresentado ontem em Setúbal. E apela à denúncia da violência no seio da família. "É necessário que os homens assumam que a sua responsabilidade é também denunciar e estar contra", disse José Manuel Palma, universitário, conhecido defensor da co-incineração de resíduos perigosos. A iniciativa promovida pelas Mulheres Socialistas de Setúbal foi uma das que marcou o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

Mas o tema continuará a ser falado nos próximos dias. Na segunda-feira é lançada uma campanha do Conselho da Europa destinada a sensibilizar os Estados-membros para uma série de objectivos, fez saber Manuel Lisboa, sociólogo e membro da task-force do Conselho da Europa para combater a violência contra as mulheres.

Dar à violência doméstica o estatuto de crime público (o que Portugal já fez) e ter uma Casa Abrigo por cada 7500 habitantes são alguns dos objectivos. O investigador diz que se trata de um valor "que seria completamente irrealista para Portugal" - implicaria a existência de 1300 casas, em vez das 34 que existem. Mas há países que estão a aproximar-se desse rácio. "Nos países nórdicos o problema da violência doméstica é muito grave", afirmou à margem da sessão promovida pela Estrutura de Missão Contra a Violência Doméstica, em Lisboa.


Perto de 40 Mulheres Mortas num Ano
Notícia do Público de 26 de Novembro

Entre Novembro de 2005 e o mesmo mês deste ano, 37 mulheres foram notícia nos jornais como vítimas mortais de violência doméstica, revela um levantamento ontem apresentado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e citado pela Lusa. A presidente da UMAR, Elisabete Brasil, defendeu a necessidade de uma "estratégia global". A lei é "boa, mas não tem praticabilidade", afirmou. "Em Portugal, na maior parte das vezes, é a mulher que tem de sair de casa com os filhos e as medidas de coacção ao agressor não se aplicam."


Folheto nas Escolas para Identificar Violência
Notícia do Público de 26 de Novembro

"O(a) meu(minha) namorado(a) quando fica zangado grita, empurra-me, puxa-me o cabelo ou bate-me; humilha, insulta ou ridiculariza-me." A lista tem 11 situações que permitem ao jovem perceber se foi ou é "vítima de violência no namoro". Se quatro deles se reunirem, deve ligar para a linha 800 202 148, que é o serviço de informação a vítimas de violência doméstica, ou a Linha Nacional de Emergência Nacional 144. O folheto com estas informações começou este mês a ser distribuído por escolas e universidades do país. "Os estudos sobre o problema em Portugal são pontuais", mas este é "um fenómeno que começa a ser identificado", explica a responsável pela Estrutura de Missão contra a Violência Doméstica, Elza Pais, uma das entidades que elaborou a brochura.


Maus Tratos Entre Namorados Passam a Crime
Notícia do Público de 26 de Novembro

O crime de violência doméstica vai passar a incluir os maus tratos entre namorados e ex-companheiros, sejam casais heterossexuais ou homossexuais. É uma das principais propostas de alteração ao Código Penal em matéria de violência entre casais, já aprovadas em Conselho de Ministros, mas cuja discussão na Assembleia da República ainda está por agendar. Actualmente, o agressor responde apenas pelos maus tratos, físicos ou verbais, a cônjuges, casados ou em regime de união de facto.


Father jailed for US mutilation
Notícia da BBC de 2 de Novembro

An Ethiopian man is jailed for genital mutilation of his daughter, in the first such case in the United States. Ler mais aqui.


Portugueses Continuam a Matar e Morrer por Amor
Notícia do Diário de Notícias de 21 de Agosto

Segundo dados da PSP e da Amnistia Internacional, no ano passado 33 mulheres foram mortas pelo seu companheiro. Ler mais aqui.


Violência no Lar Afecta o Trabalho
Notícia do Portugal Diário de 21 de Agosto

A violência doméstica custa um milhão por dia. Por cada cinco dias de baixa, um resulta dos abusos domésticos. Ler mais aqui.


No Place for Domestic Violence in "Decent Society"
Notícia da AFP de 27 de Novembro

Spanish Prime Minister Jose Luis Rodriguez Zapatero opened a Council of Europe-spearheaded campaign against domestic violence, stressing it had no place in a "decent society." Ler mais aqui.


Muito obrigad@ a tod@s @s leitor@s do blog que nos enviaram links para notícias.
a

3 comentários:

Anónimo disse...

O feminismo está a passar por aqui... Qual feminismo? Devem saber muito pouco de História! Um dos direitos por que as primeiras feministas lutaram foi o de puderem cuidar dos seus filhos dignamente, podendo assumir, numa plena participação da vida social, política e cultural, a sua condição de mulheres e mães. Isso é que é feminismo: poder ser mulher em sociedade com todas as especificidades da mulher, entre elas a de ter filhos dignamente, e não desfazendo-se deles para poder ser elemento cooperante na vida política, económica, intelectual, cultural, etc., de um país.
Ou vamos renunciar à especificidade feminina para "sermos" homens?

Uma feminista (ferranha)

Cláudia Ferreira disse...

Uma coisa é a história e outra a historicidade. No contexto actual, a lei destina-se, essencialmente, a despenalizar. Ou seja, @s partidái@s do SIM não querem ver as mulheres em tribunais. É um bom argumento, não acha?

Anónimo disse...

Pelo argumento apresentado, os movimentos pelo "sim"
terão mesmo de pedir a
despenalização até aos 9 meses!!!!!

Quando nos tribunais começarem a entrar mulheres por terem abortado às 12 e 16 semanas, vão recomeçar com os protestos em frente aos tribunais e pedir a despenalização até essa data, certo?

Por que é que não pedem de uma vez por todas a LIBERALIZAÇÃO?