9.7.08

Que mais querem elas?

"O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, considerou hoje que a Igreja católica não irá nomear em breve sacerdotes do sexo feminino até porque 'não existe uma vontade nesse sentido' por parte dos crentes.", noticiava hoje o Público.

Mais adiante podemos ler ainda:
"'A mulher tem na Igreja um papel fundamental' e possui mesmo uma 'visibilidade muito grande' depois do Concílio Vaticano II, podendo assumir todos os cargos desempenhados por leigos, inclusive ministras da comunhão. Cabe a estas pessoas a distribuição da comunhão a doentes e aos restantes fiéis mas também celebrar cerimónias litúrgicas na ausência dos sacerdotes em que só não é feita a consagração."
É suposto agradecer a bondade de ocupar o lugar de eterna segunda?

Há mais:
"D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar do Patriarcado e presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, considerou que a Igreja reconhece uma 'igualdade evangélica' entre a mulher e o homem mas é, no entanto, 'diferente o modo como cada um ou cada uma realiza a sua missão'."
Será que pode enunciar alguns argumentos que sustentem de forma convincente um tratamento diferencial baseado exclusivamente no sexo d@ crente, constituindo assim um excelente exemplo de discriminação directa, sr. bispo? Atrever-se-à a sugerir que a fé/vocação das mulheres é menor do que a dos homens? Ou irá repescar o velho argumento da impureza feminina?

Que mais querem elas? perguntam os patriarcas da Igreja Católica.
E que tal: serem tratadas como seres humanos, dotadas de direitos iguais? Nem mais, nem menos!

Miss Piggy

1 comentário:

João oliveira disse...

só o nome usado, patriarcado, diz tudo sobre isso...